Confirmado! Hayao Miyazaki vai mesmo lançar um novo filme

Como já era previsto, o aclamado diretor japonês Hayao Miyazaki (A Viagem de Chihiro, Vidas ao Vento) está mesmo trabalhando em um novo filme, segundo o produtor do Studio Ghibli, Toshio Suzuki.

Em uma entrevista na quinta-feira, 23, no qual comentou sobre a animação A Tartaruga Vermelha, indicada ao Oscar na categoria Melhor Animação este ano, Suzuki comentou que o diretor lhe mostrou os storyboards em que está trabalhando.

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Fim de uma geração: O adeus ao Studio Ghibli está próximo?

anime vidas ao vento 2013 studio ghibli

O Studio Ghibli tem encantado plateias de todo o mundo e de todas as idades desde a década de 80. Seus filmes de anime, a maioria criados pelo ilustre Hayao Miyazaki, marcaram a infância de muitas pessoas, e trouxeram de volta para os adultos bons tempos inocentes quando eles ainda eram crianças.

Acompanhar as aventuras da Princesa Mononoke (1997) era uma verdadeira lição de vida. Viajar com a turma de O Castelo Animado (2004) era uma experiência maravilhosa e única. E Chihiro, então? Não foi incrível estar ao lado dela naquela jornada de transformação em um mundo mágico que fez todos nós desejarmos nunca ter acabado?

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7 filmes indicados ao OSCAR que abordam a Ásia para você assistir

oscar lion uma jornada para casa

Como já sabemos, a lista final dos indicados ao Oscar 2017 enfim foi divulgada. O musical La La Land é a grande aposta e recebeu quatorze nomeações no total, seguido de A Chegada, com oito nomeações, Moonlight – Sob a Luz do Luar, também com oito nomeações, e Manchester à Beira Mar, com seis.

Mas vamos debater um pouco sobre a presença asiática nos indicados?  Esse ano, muitas produções que falam sobre terrorismo e imigração envolvendo o Oriente Médio foram indicadas, então separei alguns para serem incluídos na lista abaixo também. A maioria dos filmes da lista não são produções propriamente asiáticas (produzidas por algum país da Ásia exclusivamente), mas todos abordam de modo relevante algum aspecto do continente.

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O Conto da Princesa Kaguya: A mensagem escondida

PARTE 2 – Contém Spoilers

Na primeira parte da análise de “Kaguya” (você pode lê-la aqui), vimos que o diretor Isao Takahata alterou dois aspectos muito importantes da história original de “O Conto do Cortador de Bambu”, a fim de criticar uma situação de patriarcalismo no Japão: a repressão sofrida pela princesa Kaguya (que na fábula ela era livre e autônoma), e o autoritarismo do velho Sanuki – que a princípio respeitava as decisões da filha, independente de quais fossem. Também vimos que a atitude rebelde da princesa ao longo do filme significou uma rejeição aos costumes da época, embora isso não tenha sido suficiente para livrá-la das condições em que se encontrava enquanto assumia o posto de uma nobre princesa.

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O Conto da Princesa Kaguya: Uma crítica sobre o Patriarcalismo

PARTE 1 – Contém Spoilers

Isao Takahata é cofundador do aclamado Studio Ghibli e um dos mais conhecidos diretores de animação japonesa no Ocidente. O Conto da Princesa Kaguya, que começou a ser feito  em 2008 e lançado no Japão em 2013, se tornou o quarto anime indicado ao Oscar (na premiação de 2015 perdeu para Operação Big Hero, produção da Walt Disney). Aqui no Brasil foi lançado em Julho deste ano depois de vários adiamentos, o que certamente comprometeu o sucesso do filme no país. Trata-se do último trabalho da carreira de Takahata juntamente com Vidas ao Vento – filme de Hayao Miyazaki lançado também no mesmo ano -. Mas o valor de “Kaguya” não é justificado apenas por ser a última obra: avalio que os cinco anos aplicados na sua produção resultou em um filme íntegro e magnífico, carregado de simbolismos e valores culturais, algo que convenhamos, não é surpresa para os fãs do Studio Ghibli.

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