CRÍTICA | A Mulher que se Foi: Olhar cinzento sobre a marginalização

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NOTA: 3.5 Stars (3,5 / 5)

O filipino A Mulher que se Foi (Ang Babaeng Humayo), premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza 2016, é um daqueles filmes cultuados mais pelo conjunto da obra do que pela qualidade do roteiro e direção. O diretor é Lav Diaz, conhecido por fazer filmes a preto-e-branco e com longa duração. Este último, com 228 minutos, é considerado um “curta” perto de outra produção sua, ‘Canção para um Doloroso Mistério’, lançado em 2016 e que dura pouco mais de 8 horas. O tempo é fundamental na criação de Diaz, pois é por meio dele que seu realismo cinematográfico pode ser fielmente trabalhado. O tempo, logo, não se submete ao cinema; é o cinema que se coloca à serviço de Diaz. Tempo e Cinema. O dinheiro não preocupa o universo criativo do diretor filipino, que passa longe do estilo comercial.

Ora, se o próprio cinema se submete ao tempo do diretor, então eu diria que o papel primordial dos poucos espectadores que se propõem em passar boas horas sentados em uma poltrona para conhecer o cinema de Lav Diaz, é responder uma indagação óbvia: a qualidade justifica estilo e forma pouco familiares?

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Os 7 Filmes LGBT Asiáticos mais importantes de todos os tempos

Os filmes LGBT asiáticos tem crescido consideravelmente ao longo do tempo, embora foram poucos os que ganharam grande notoriedade internacional. Em um continente geralmente influenciado pela ideia de comunidade (em contraposição ao individualismo) e pela importância dada à família, os filmes asiáticos com temática gay acabam retratando os costumes sociais daquelas sociedades, o suficiente para serem substantivamente diferentes das produções ocidentais que tratam do mesmo tema.

Observações importantes

Muitos filmes produzidos lá costumam se centrar na dificuldade que é em assumir um relacionamento com alguém do mesmo sexo, quando o que se está em jogo é a reputação do sobrenome da família, a herança dos pais ou da empresa, ou mesmo o próprio casamento. A pressão para constituir família é alta, a reputação é vista como fundamental, e a tradição é algo que deve ser respeitado a todo custo. Estes fatores são melhor percebidos em países como Japão, China e Coreia do Sul. Países como Tailândia e Filipinas, a comunidade gay é relativamente mais respeitada, incluindo as pessoas transexuais (ou ‘lady boys’, como são chamadas na Tailândia).

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