CRÍTICA | A Vilã (The Villainess): Thriller coreano lembra Nikita e Kill Bill, mas é original

foto filme a vilã the villainess

NOTA: (4,5 / 5)

Ovacionado de pé por cinco minutos no Festival de Cannes 2017, o thriller coreano A Vilã (The Villainess) é um daqueles filmes surpreendentemente magníficos que não tiveram o devido reconhecimento do público e a merecida bilheteria. Sua arrecadação total foi pouco mais de oito milhões de dólares. Entretanto, o filme foi vendido para distribuidoras de mais de cem países, ganhou a crítica especializada, trouxe os holofotes mundiais de volta para a atriz Kim Ok-vin e para o diretor Jung Byung-Gil (a primeira já havia chamado a atenção internacional pelo filme de 2009 Thirst, do diretor Park Chan-wook; e o segundo pela direção elogiada de Confissão de Assassinato, lançado em 2012), e confirmou a qualidade excepcional do cinema coreano, depois dos bem sucedidos Invasão Zumbi, O Lamento e A Criada (os dois últimos ganharam cada qual uma crítica aqui no Blog: O Lamento; A Criada).

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CRÍTICA | Okja: Uma versão com atores de algum anime de Miyazaki

foto filme okja

NOTA: (3,5 / 5)

Okja, o novo filme do aclamado diretor coreano Bong Joon-Ho (de O Hospedeiro, Mother e Expresso do Amanhã), é algo como uma versão com atores de um anime de Hayao Miyazaki: uma história infantil que esconde uma mensagem social. A história se passa em 2007 e fala da amizade de uma pré-adolescente chamada Mija (Seo-Hyun Ahn) com um porco geneticamente modificado, a quem ela chama de Okja. O “super porco” na verdade foi uma nova espécie animal descoberta no Chile pela empresa Mirando, comandada por Lucy Mirando (Tilda Swinton), que a modificou em um laboratório e enviou para países distintos no mundo junto com outros 25 porcos. A ideia era que cada fazenda recebesse o animal e o apresentasse à sua própria cultura local, permanecendo lá por 10 anos. Após esse período, os animais voltariam para a sede da empresa para um concurso que iria eleger o melhor super porco.

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Festival de Cannes 2017: 11 Filmes Orientais para ficar de olho

foto filme the day after geu-hu festival de cannes 2017

O Festival de Cannes 2017 acontece entre os dias 17 e 28 de maio em Cannes, no sul da França. Dezoito filmes disputam pela Palma de Ouro na categoria principal, e mais dezesseis entra na sessão paralela Um Certain Regard. Vinte e nove países serão representados no Festival com 49 produções participando no total.

Essa edição marca o 70° aniversário do evento, e a novidade esse ano é a presença de dois filmes produzidos por uma plataforma online de streaming, a Netflix. Isso tem causado bastante polêmica devido a empresa ter se recusado a exibir seus filmes nas telas de cinema da França. Por causa disso, a partir do ano que vem, será obrigatório que todos os filmes concorrentes em Cannes sejam exibidos nos cinemas.

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Festival de Berlim 2017: Conheça os vencedores asiáticos

A 67º edição da Bernilale, o Festival de Berlim, ocorreu entre os dias 9 e 19 de fevereiro deste ano, com 24 produções internacionais na lista oficial. Desses, 18 disputaram o cobiçado Urso de Ouro.

O Brasil teve participação recorde, com 12 produções exibidas em várias mostras do Festival. Entretanto, o filme Joaquim, do diretor Marcelo Gomes, que representou oficialmente o país, não foi premiado. Já o filme da diretora Júlia Murat, Pendular, foi eleito o melhor na mostra Panorama pela Federação Internacional de Críticos de Cinema (FIPRESCI).

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CRÍTICA | O Lamento: O ator principal salva este filme morno e lento

(3,5 / 5)

O cinema coreano ganhou a atenção do mundo em 2016 como há tempos não fazia. Filmes como “A Criada” (que já ganhou uma crítica aqui no site) e “Invasão Zumbi” colocaram a Coreia no meio de disputados prêmios internacionais e nas salas de cinema de vários países, com o apoio quase unânime da crítica.

O Lamento (Goksung), do diretor Na Hong-Jin, também pode ser considerado responsável por isso. Ele foi abraçado pela crítica e pelo público, mas neste especificamente eu me esforcei em compreender a razão de tantos elogios que ele recebeu. Não consegui, embora eu tire meu chapéu para o desempenho do ator Kwak Do-Won.

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CRÍTICA | A Criada: O diretor Park Chan-Wook quer testar o seu limite

(5 / 5)

A Criada (The Handmaiden), o novo filme do aclamado diretor Park Chan-Wook (o mesmo de Old Boy e Segredos de Sangue), mostra mais uma vez ao mundo o poder artístico e grandioso do cinema coreano. Exibido no Festival de Cannes em 2016 e eleito pelo público como Melhor Filme de Ficção Internacional na 40° Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, a nova produção de Chan-Wook brilha ao desafiar todas as nossas concepções.

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