CRÍTICA | A Vilã (The Villainess): Thriller coreano lembra Nikita e Kill Bill, mas é original

foto filme a vilã the villainess

NOTA: (4,5 / 5)

Ovacionado de pé por cinco minutos no Festival de Cannes 2017, o thriller coreano A Vilã (The Villainess) é um daqueles filmes surpreendentemente magníficos que não tiveram o devido reconhecimento do público e a merecida bilheteria. Sua arrecadação total foi pouco mais de oito milhões de dólares. Entretanto, o filme foi vendido para distribuidoras de mais de cem países, ganhou a crítica especializada, trouxe os holofotes mundiais de volta para a atriz Kim Ok-vin e para o diretor Jung Byung-Gil (a primeira já havia chamado a atenção internacional pelo filme de 2009 Thirst, do diretor Park Chan-wook; e o segundo pela direção elogiada de Confissão de Assassinato, lançado em 2012), e confirmou a qualidade excepcional do cinema coreano, depois dos bem sucedidos Invasão Zumbi, O Lamento e A Criada (os dois últimos ganharam cada qual uma crítica aqui no Blog: O Lamento; A Criada).

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CRÍTICA | Carrinho de Trilhos (2009)

foto filme carrinho de trilhos rail truck torocco

NOTA: (3 / 5)

Grande parte do cinema japonês, dos clássicos aos contemporâneos, tem a forte característica da simplicidade, semelhante – porém única – ao do cinema coreano. Em Carrinho de Trilhos (Torocco), classicismo e contemporaneidade se fundem para adaptar o conto de 1922 do escritor Ryunosuke Akutagawa. Dois irmãos japoneses, Atsushi e Toki (Kento Harada e Kyoichi Omae, respectivamente), viajam para o interior das montanhas ao sul de Taiwan acompanhados da mãe – também japonesa -, Yumiko (Machiko Ono), para levarem as cinzas do falecido pai à casa do avô taiwanês Hong Liu. Atsushi é o irmão mais velho, e guarda consigo uma antiga foto de seu avô, ainda pequeno, ao lado de um carrinho de trilho. Como Liu não se lembra do local onde aquela foto foi tirada, os irmãos começam então uma busca ao trilho visto na fotografia.

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CRÍTICA | Death Note: Iluminando um Novo Mundo (2016)

NOTA: (4 / 5)

O novo live-action Death Note: Iluminando um Novo Mundo (Light Up to the New World), lançado em 2016 e que está em exibição esse ano em alguns cinemas no Brasil, é o quarto capítulo de uma série de filmes lançados a partir de 2006, com ‘Death Note’ e ‘Death Note: The Last Name’. Em seguida, foi lançado em 2008 um spin-off intitulado ‘L: Change the World’, dirigido por Hideo Nakata. Há ainda uma minissérie de três episódios que serve como uma pré-sequência deste novo filme, chamada ‘Death Note: New Generation’. Todos eles são baseados no famoso manga homônimo criado por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, e publicados no Japão entre 2003 e 2006.

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CRÍTICA | Okja: Uma versão com atores de algum anime de Miyazaki

foto filme okja

NOTA: (3,5 / 5)

Okja, o novo filme do aclamado diretor coreano Bong Joon-Ho (de O Hospedeiro, Mother e Expresso do Amanhã), é algo como uma versão com atores de um anime de Hayao Miyazaki: uma história infantil que esconde uma mensagem social. A história se passa em 2007 e fala da amizade de uma pré-adolescente chamada Mija (Seo-Hyun Ahn) com um porco geneticamente modificado, a quem ela chama de Okja. O “super porco” na verdade foi uma nova espécie animal descoberta no Chile pela empresa Mirando, comandada por Lucy Mirando (Tilda Swinton), que a modificou em um laboratório e enviou para países distintos no mundo junto com outros 25 porcos. A ideia era que cada fazenda recebesse o animal e o apresentasse à sua própria cultura local, permanecendo lá por 10 anos. Após esse período, os animais voltariam para a sede da empresa para um concurso que iria eleger o melhor super porco.

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CRÍTICA | A Mulher que se Foi: Olhar cinzento sobre a marginalização

foto filme a mulher que se foi lav diaz filipinas

NOTA: (3,5 / 5)

O filipino A Mulher que se Foi (Ang Babaeng Humayo), premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza 2016, é um daqueles filmes cultuados mais pelo conjunto da obra do que pela qualidade do roteiro e direção. O diretor é Lav Diaz, conhecido por fazer filmes a preto-e-branco e com longa duração. Este último, com 228 minutos, é considerado um “curta” perto de outra produção sua, ‘Canção para um Doloroso Mistério’, lançado em 2016 e que dura pouco mais de 8 horas. O tempo é fundamental na criação de Diaz, pois é por meio dele que seu realismo cinematográfico pode ser fielmente trabalhado. O tempo, logo, não se submete ao cinema; é o cinema que se coloca à serviço de Diaz. Tempo e Cinema. O dinheiro não preocupa o universo criativo do diretor filipino, que passa longe do estilo comercial.

Ora, se o próprio cinema se submete ao tempo do diretor, então eu diria que o papel primordial dos poucos espectadores que se propõem em passar boas horas sentados em uma poltrona para conhecer o cinema de Lav Diaz, é responder uma indagação óbvia: a qualidade justifica estilo e forma pouco familiares?

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Crítica | Clash: Um retrato da polarização egípcia destinado aos egípcios

filme crítica clash

NOTA: (3,5 / 5)

Os filmes do Oriente Médio não costumam ser exibidos nos circuitos comerciais no Brasil, embora isso venha mudando em face da emergência internacional dos conflitos daquela região. E um dos principais responsáveis por impulsionar o cinema árabe no mundo é o próprio diretor Mohamed Diab, que em meio à efervescência da Primavera Árabe, ganhou diversos prêmios internacionais com o filme de 2010 ‘Cairo 678’ (678), no qual denunciou não apenas o assédio que as mulheres diariamente vêm sofrendo no Egito, mas também o machismo estrutural que prevalece e dificulta o acesso delas ao aparato da justiça em casos como esse.

Em Clash (Eshtebak), seis anos depois, o mesmo diretor voltou a abordar a sociedade egípcia a partir dos protestos que tomaram conta das ruas em julho de 2013, em face da deposição do então primeiro presidente eleito do país, o islamita Mohamed Morsi. A história centra-se o tempo todo dentro de um camburão da polícia, onde um grupo de pessoas, de diferentes origens e com opiniões antagônicas, foi preso arbitrariamente em um desses dias de protesto. O filme chegou a abrir a sessão Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2016, além de ter sido pré-selecionado na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar de 2017.

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CRÍTICA | O Lamento: O ator principal salva este filme morno e lento

(3,5 / 5)

O cinema coreano ganhou a atenção do mundo em 2016 como há tempos não fazia. Filmes como “A Criada” (que já ganhou uma crítica aqui no site) e “Invasão Zumbi” colocaram a Coreia no meio de disputados prêmios internacionais e nas salas de cinema de vários países, com o apoio quase unânime da crítica.

O Lamento (Goksung), do diretor Na Hong-Jin, também pode ser considerado responsável por isso. Ele foi abraçado pela crítica e pelo público, mas neste especificamente eu me esforcei em compreender a razão de tantos elogios que ele recebeu. Não consegui, embora eu tire meu chapéu para o desempenho do ator Kwak Do-Won.

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CRÍTICA | A Criada: O diretor Park Chan-Wook quer testar o seu limite

(5 / 5)

A Criada (The Handmaiden), o novo filme do aclamado diretor Park Chan-Wook (o mesmo de Old Boy e Segredos de Sangue), mostra mais uma vez ao mundo o poder artístico e grandioso do cinema coreano. Exibido no Festival de Cannes em 2016 e eleito pelo público como Melhor Filme de Ficção Internacional na 40° Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, a nova produção de Chan-Wook brilha ao desafiar todas as nossas concepções.

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