O Conto da Princesa Kaguya: A mensagem escondida

PARTE 2 – Contém Spoilers

Na primeira parte da análise de “Kaguya” (você pode lê-la aqui), vimos que o diretor Isao Takahata alterou dois aspectos muito importantes da história original de “O Conto do Cortador de Bambu”, a fim de criticar uma situação de patriarcalismo no Japão: a repressão sofrida pela princesa Kaguya (que na fábula ela era livre e autônoma), e o autoritarismo do velho Sanuki – que a princípio respeitava as decisões da filha, independente de quais fossem. Também vimos que a atitude rebelde da princesa ao longo do filme significou uma rejeição aos costumes da época, embora isso não tenha sido suficiente para livrá-la das condições em que se encontrava enquanto assumia o posto de uma nobre princesa.

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O Conto da Princesa Kaguya: Uma crítica sobre o Patriarcalismo

PARTE 1 – Contém Spoilers

Isao Takahata é cofundador do aclamado Studio Ghibli e um dos mais conhecidos diretores de animação japonesa no Ocidente. O Conto da Princesa Kaguya, que começou a ser feito  em 2008 e lançado no Japão em 2013, se tornou o quarto anime indicado ao Oscar (na premiação de 2015 perdeu para Operação Big Hero, produção da Walt Disney). Aqui no Brasil foi lançado em Julho deste ano depois de vários adiamentos, o que certamente comprometeu o sucesso do filme no país. Trata-se do último trabalho da carreira de Takahata juntamente com Vidas ao Vento – filme de Hayao Miyazaki lançado também no mesmo ano -. Mas o valor de “Kaguya” não é justificado apenas por ser a última obra: avalio que os cinco anos aplicados na sua produção resultou em um filme íntegro e magnífico, carregado de simbolismos e valores culturais, algo que convenhamos, não é surpresa para os fãs do Studio Ghibli.

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Lição do Mal: A genialidade gore de Takashi Miike

Contém Spoilers

O cineasta Takashi Miike é mundialmente conhecido por incrementar em suas produções cenas de extrema violência com muito sangue derramado. E em Lição do Mal não fez diferente. Aqui, nos é apresentado o jovem professor Seiji Hasumi, que leciona Inglês em uma escola particular nos subúrbios de Tóquio. Profissional de boa reputação, é respeitado pelos colegas de trabalho e amado pelos estudantes. Entretanto, seu charme na verdade esconde uma sociopatia que o impossibilita de sentir qualquer empatia pelas outras pessoas. Em meio a caóticos banhos de sangue derramados, o que me chama a atenção é que, de modo a principio cauteloso, a trama nos envolve em um grande combate entre o professor e os estudantes, fazendo-me refletir tanto sobre a psicopatia de Hasumi quanto o curioso comportamento dos alunos – principalmente quando estão correndo risco de morte. À seguir, você vai compreender melhor por que este filme é um dos melhores do gênero horror na Ásia, e um dos melhores de Miike.

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