Estreias de Filmes Orientais no Cinema – 04/05 à 10/05

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Não é sempre que vemos estreias de filmes orientais no cinema por aqui no Brasil, principalmente se eles vêm de países como Filipinas e Egito. As duas produções abaixo foram premiadas em festivais internacionais e vão ficar em cartaz no nosso país de 4 à 10 de maio. Não deixe de conferir.

Confira a sinopse e o trailer de cada um:

A Mulher que se Foi (Ang Babaeng Humayo / The Woman Who Left) – Filipinas, 2016

Esse filme, baseado no livro God Sees the Truth, But Waits, de Leo Tolstoy, conquistou o cobiçado Leão de Ouro no Festival de Veneza de 2016, além de ter sido um dos destaques no Festival do Rio no mesmo ano. Do diretor Lav Diaz (que também assina o roteiro), a produção é em preto-e-branco e tem quase 4 horas de duração.

A história se passa em 1997 a partir do fim da pena de Horacia Somorostro (Charo Santos-Concio), que foi condenada por um crime que não cometeu. Ao sair da prisão, ela reencontra sua filha, porém descobre que seu marido está morto e que seu filho desapareceu e ninguém sabe sobre seu paradeiro. Enquanto isso, a mulher descobre também que seu ex-amante rico, que está em prisão domiciliar suspeito de haver perpetrado múltiplos sequestros, na verdade foi o responsável pela sua falsa acusação. Em meio a essa crise de sequestros que preocupam principalmente a classe dominante do país (poder e classes sociais, aliás, é um tema paralelo abordado pelo diretor), Horacia decide assim iniciar um plano de vingança.

Clash (Esthebak) – Egito, 2016

Dos dois, esse é que mais tem chamado a atenção da crítica e do público, não só pelo outro afastar alguns espectadores pela sua extensa duração, mas também por Clash envolver, de forma bem feita, uma trama recente e atual, que ainda respalda na política internacional.

Trata-se de um evento específico que ocorreu em julho de 2013 dentro da chamada Primavera Árabe, quando o governo do presidente Mohamed Morsi, eleito através da primeira eleição geral do Egito, foi derrubado por militares. Uma grande tensão se formou a partir do movimento de grupos divergentes no país, com opiniões a favor, neutras e contra o golpe de Estado (como a Irmandade Muçulmana, os pró-militares, jornalistas, civis etc). O filme tem uma interessante abordagem dessa tensão civil a partir de um camburão, que acabou refugiando ali dentro diferentes personalidades, cada qual representando um grupo da sociedade egípcia.

‘Clash’ venceu como Melhor Filme de 2016 no Festival de Kerala, na Índia, e abriu a sessão Un Certain Regard do Festival de Cannes no mesmo ano. Ele ainda foi selecionado para representar o Egito na disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar 2017, embora não tenha sido escolhido na seleção final. O diretor responsável é Mohamed Diab, que também escreveu o roteiro ao lado do irmão, Khaled Diab.

 

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