CRÍTICA | Death Note: Iluminando um Novo Mundo (2016)

NOTA: 4 Stars (4 / 5)

O novo live-action Death Note: Iluminando um Novo Mundo (Light Up to the New World), lançado em 2016 e que está em exibição esse ano em alguns cinemas no Brasil, é o quarto capítulo de uma série de filmes lançados a partir de 2006, com ‘Death Note’ e ‘Death Note: The Last Name’. Em seguida, foi lançado em 2008 um spin-off intitulado ‘L: Change the World’, dirigido por Hideo Nakata. Há ainda uma minissérie de três episódios que serve como uma pré-sequência deste novo filme, chamada ‘Death Note: New Generation’. Todos eles são baseados no famoso manga homônimo criado por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, e publicados no Japão entre 2003 e 2006.

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CRÍTICA | Okja: Uma versão com atores de algum anime de Miyazaki

foto filme okja

NOTA: 3.5 Stars (3,5 / 5)

Okja, o novo filme do aclamado diretor coreano Bong Joon-Ho (de O Hospedeiro, Mother e Expresso do Amanhã), é algo como uma versão com atores de um anime de Hayao Miyazaki: uma história infantil que esconde uma mensagem social. A história se passa em 2007 e fala da amizade de uma pré-adolescente chamada Mija (Seo-Hyun Ahn) com um porco geneticamente modificado, a quem ela chama de Okja. O “super porco” na verdade foi uma nova espécie animal descoberta no Chile pela empresa Mirando, comandada por Lucy Mirando (Tilda Swinton), que a modificou em um laboratório e enviou para países distintos no mundo junto com outros 25 porcos. A ideia era que cada fazenda recebesse o animal e o apresentasse à sua própria cultura local, permanecendo lá por 10 anos. Após esse período, os animais voltariam para a sede da empresa para um concurso que iria eleger o melhor super porco.

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CRÍTICA | A Mulher que se Foi: Olhar cinzento sobre a marginalização

foto filme a mulher que se foi lav diaz filipinas

NOTA: 3.5 Stars (3,5 / 5)

O filipino A Mulher que se Foi (Ang Babaeng Humayo), premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza 2016, é um daqueles filmes cultuados mais pelo conjunto da obra do que pela qualidade do roteiro e direção. O diretor é Lav Diaz, conhecido por fazer filmes a preto-e-branco e com longa duração. Este último, com 228 minutos, é considerado um “curta” perto de outra produção sua, ‘Canção para um Doloroso Mistério’, lançado em 2016 e que dura pouco mais de 8 horas. O tempo é fundamental na criação de Diaz, pois é por meio dele que seu realismo cinematográfico pode ser fielmente trabalhado. O tempo, logo, não se submete ao cinema; é o cinema que se coloca à serviço de Diaz. Tempo e Cinema. O dinheiro não preocupa o universo criativo do diretor filipino, que passa longe do estilo comercial.

Ora, se o próprio cinema se submete ao tempo do diretor, então eu diria que o papel primordial dos poucos espectadores que se propõem em passar boas horas sentados em uma poltrona para conhecer o cinema de Lav Diaz, é responder uma indagação óbvia: a qualidade justifica estilo e forma pouco familiares?

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Os 7 Filmes LGBT Asiáticos mais importantes de todos os tempos

Os filmes LGBT asiáticos tem crescido consideravelmente ao longo do tempo, embora foram poucos os que ganharam grande notoriedade internacional. Em um continente geralmente influenciado pela ideia de comunidade (em contraposição ao individualismo) e pela importância dada à família, os filmes asiáticos com temática gay acabam retratando os costumes sociais daquelas sociedades, o suficiente para serem substantivamente diferentes das produções ocidentais que tratam do mesmo tema.

Observações importantes

Muitos filmes produzidos lá costumam se centrar na dificuldade que é em assumir um relacionamento com alguém do mesmo sexo, quando o que se está em jogo é a reputação do sobrenome da família, a herança dos pais ou da empresa, ou mesmo o próprio casamento. A pressão para constituir família é alta, a reputação é vista como fundamental, e a tradição é algo que deve ser respeitado a todo custo. Estes fatores são melhor percebidos em países como Japão, China e Coreia do Sul. Países como Tailândia e Filipinas, a comunidade gay é relativamente mais respeitada, incluindo as pessoas transexuais (ou ‘lady boys’, como são chamadas na Tailândia).

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A Vida Após a Vida | Jia Zhang-Ke e o Cinema chinês da sexta geração

foto filme a vida apos a vida

O filme de estréia do diretor Zhang Hanyi, A Vida Após a Vida (Zhi fan ye Mao), pode ser considerado como um dos muitos filmes alternativos chineses que ganharam notoriedade menos dentro do seu país de origem do que fora dele. Além de Hanyi ter ganhado um prêmio em Hong Kong destinado aos diretores iniciantes, seu filme também concorreu no Festival de Berlim em 2016, na Alemanha, e chegou a ser exibido no Brasil no mesmo ano no Festival Indie, que aconteceu em São Paulo e em Belo Horizonte. Em 2017, ainda foi exibido em alguns cinemas brasileiros para o grande público.

O filme é dirigido por um estreante na área, mas é produzido pelo já consagrado Jia Zhang-Ke, o que leva a crer que por baixo da simplicidade vista nesta produção, há algo nas entrelinhas passível de uma análise mais contextual. Esta produção revela indícios de que ela segue uma onda cinematográfica importante na China, relevante para todos os que buscam conhecer mais afundo a grande história do cinema chinês.

A seguir, veremos do que se trata a história deste filme, qual a importância de Jia Zhang-Ke nele, e qual a relação desse longa com o cinema independente chinês.

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Festival de Cannes 2017: 11 Filmes Orientais para ficar de olho

foto filme the day after geu-hu festival de cannes 2017

O Festival de Cannes 2017 acontece entre os dias 17 e 28 de maio em Cannes, no sul da França. Dezoito filmes disputam pela Palma de Ouro na categoria principal, e mais dezesseis entra na sessão paralela Um Certain Regard. Vinte e nove países serão representados no Festival com 49 produções participando no total.

Essa edição marca o 70° aniversário do evento, e a novidade esse ano é a presença de dois filmes produzidos por uma plataforma online de streaming, a Netflix. Isso tem causado bastante polêmica devido a empresa ter se recusado a exibir seus filmes nas telas de cinema da França. Por causa disso, a partir do ano que vem, será obrigatório que todos os filmes concorrentes em Cannes sejam exibidos nos cinemas.

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Dia das Mães: 7 Filmes Asiáticos sobre mães para se emocionar

filmes asiáticos sobre mães

O Dia das Mães é sem dúvida uma data extremamente sensível e especial, dedicado àquelas que sempre nos cuidam e nos amam incondicionalmente. Separei então sete filmes asiáticos sobre mães para você assistir ao lado da sua e da sua família. Esse post é dedicado para todos os amantes do cinema oriental, para quem quer recomendações dos clássicos, e para aqueles que têm descendentes vindos de algum dos países abaixo (para matar a saudade e relembrar velhos tempos). Confira:

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Crítica | Clash: Um retrato da polarização egípcia destinado aos egípcios

filme crítica clash

NOTA: 3.5 Stars (3,5 / 5)

Os filmes do Oriente Médio não costumam ser exibidos nos circuitos comerciais no Brasil, embora isso venha mudando em face da emergência internacional dos conflitos daquela região. E um dos principais responsáveis por impulsionar o cinema árabe no mundo é o próprio diretor Mohamed Diab, que em meio à efervescência da Primavera Árabe, ganhou diversos prêmios internacionais com o filme de 2010 ‘Cairo 678’ (678), no qual denunciou não apenas o assédio que as mulheres diariamente vêm sofrendo no Egito, mas também o machismo estrutural que prevalece e dificulta o acesso delas ao aparato da justiça em casos como esse.

Em Clash (Eshtebak), seis anos depois, o mesmo diretor voltou a abordar a sociedade egípcia a partir dos protestos que tomaram conta das ruas em julho de 2013, em face da deposição do então primeiro presidente eleito do país, o islamita Mohamed Morsi. A história centra-se o tempo todo dentro de um camburão da polícia, onde um grupo de pessoas, de diferentes origens e com opiniões antagônicas, foi preso arbitrariamente em um desses dias de protesto. O filme chegou a abrir a sessão Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2016, além de ter sido pré-selecionado na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar de 2017.

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O Site agora terá mais cara de ‘blog’. Saiba mais.

Pessoal, a partir de hoje o site terá um estilo mais voltado para o formato de blog. Devido ao pouco tempo que estou tendo, fica impossível manter o site atualizado com as últimas notícias sobre o cinema asiático.

Eu costumava trazer notícias sempre atualizadas, trailers novos etc. Mas devido ao pouco tempo, resolvi fazer algumas alterações.

Infelizmente preciso deixar de lado as notícias, e vou focar mais nas críticas e nas análises dos filmes, sempre com o intuito de nos aprofundarmos um pouco mais dentro da cultura asiática pela lente do cinema. Fazer isso me dá a oportunidade de deixar os meus horários mais flexíveis e de trazer conteúdos mais interessantes para os leitores.

Entre trazer uma notícia atualizada e fazer uma crítica ou análise sobre algum filme, eu prefiro optar pelo segundo. O conteúdo é mais proveitoso, útil e atemporal. Há tantos filmes asiáticos belíssimos para conferir e aprender com eles, que a ideia de mergulhar dentro da cultura asiática por meio deles me parece a melhor forma (e a mais divertida) que encontrei para me aproximar mais daquele continente.

O site vai permanecer com o mesmo endereço e vai continuar ativo. O meu objetivo é tornar o ÁSIA NO CINEMA uma das grandes referências no Brasil em termos de Cinema Oriental, e vou estudar e me dedicar bastante para fazer isso acontecer.

Conto com a sua compreensão e espero sua companhia daqui pra frente!

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